AliceRamos.com

Colocando os Pingos nos Is Marketing de Relacionamento Convergência Digital 'Change Management-RH Tecnologia da Informação Info Center Segurança Softworld Telecom Middle E-business Market Research Estratégia Web Opiniao

Quem somos
Fale conosco
Newsletter
Anuncie

 HOME CONVERGÊNCIA DIGITAL12/05/2003

WLAN é uma excelente oportunidade
para a telefonia fixa

Eduardo Prado - Smart Convergence

Existem oportunidades de Wi-Fi para operadoras de telefonia fixa? Sim, existem, e podem ser muitas, dependendo da capacidade de "exercitar o pensamento" e manter os "olhos abertos".

Recentemente comentamos por que Wi-Fi prejudicará a receita das operadoras móveis? Por causa das operadoras de telefonia fixa, pois elas serão as grandes vencedoras da utilização da tecnologia de WLAN. Isso porque, antes do Wi-Fi, elas não podiam ofertar wireless data services a custos competitivos. Além disso, elas são proprietárias "intrínsecas" da banda larga (BL) que dão lastro ao acesso à internet em alta velocidade.

Tais assertivas valem tanto para as empresas com conexão de "última milha" como também para aquelas que não as tem. Essa conectividade com o usuário final (seja ele corporativo ou não) podem permitir a composição de diferentes pacotes de oferta de serviços convergentes. Por exemplo, quando a General Motors (GM), segundo artigo recente Wi-Fi Means Business, da Business Week, resolver dinamizar 90 fábricas no mundo, através da utilização da tecnologia de WLAN, as grandes vencedoras serão as operadoras de telefonia fixa que irão comercializar um adicional de BL para a assegurar o acesso à internet das redes sem fio da GM.

As empresas de telefonia fixa podem ganhar com WLAN tanto no mercado corporativo (quando as organizações instalam redes WLAN com acesso externo de internet), como na oferta de WLAN públicas (PWLAN = Public WLAN) para o mercado corporativo (exemplos da McDonald's e da Cometa Networks). Não acreditamos na sustentabilidade comercial do business de PWLAN para o consumidor final, em curto prazo. Se ele existir, deve ser considerado como um "bônus" extra para as operadoras, pois será marginal. Esperemos pelo menos cinco anos nesta área. Veja o que uma grande operadora de telefonia fixa do Japão pensa sobre a expectativa de receita sobre serviços de PWLAN: WLAN: NTT VP Does not Expect 'Large Revenue'. Mas existem belas oportunidades no mercado corporativo.

As principais motivações para, uma operadora de telefonia fixa, entrar no mercado de PWLAN seriam:

[a] PWLAN nunca será o core business das operadoras de telefonia fixa, mas oferecem uma boa complementação aos seus serviços (de voz ou dados);

[b] PWLAN traz mobilidade para a tais operadora (a "grande vencedora" no ambiente de Wi-Fi) - ela não tinha acesso móvel a custo competitivo e agora tem!;

[c] PWLAN permite que a operadora foque em clientes de "alto valor". Com um serviço que alavanca a vantagem, da mobilidade, associada à sua marca;

[d] O serviço de PWLAN não deve ser ofertado isoladamente. Para ser mais atrativo ele deve ser fornecido como parte de uma oferta corporativa integrada (Bundle services com banda larga, VoWLAN - Voice over WLAN, Integração de Sistemas, oferta de equipamentos de Wi-Fi, entre outros).

Segundo a Pyramid Research em Beyond DSL: Why Fixed Operators Need to Go WiFi, as operadoras de telefonia fixa, depois de terem investido pesadamente em BL, começam a olhar agora, com interesse, para negócios em Wi-Fi. Claramente existe demanda para Wi-Fi e, segundo este Instituto, há lucratividade no Modelo de Negócio. A Pyramid conduziu uma análise de valor presente de WLAN versus tecnologia a cabo e concluiu que WLAN oferece um retorno bem melhor.

Um caso de destaque no cenário internacional é o da Telecom Italia fixa. A Telecom Italia começou a oferecer em Março de 2002, para clientes residenciais, uma forma de "incrementar" sua oferta de BL (DSL). Essa empresa compôs um produto misto combinando WLAN com BL. O serviço de WLAN da Telecom Italia é denominado Alice. Nesse caso, Wi-Fi funciona como um componente de "valor adicionado" da conectividade de BL. Com esta simples idéia, a Telecom Italia, de março a setembro de 2002, viu sua receita em BL dobrar através de usuários de WLAN.

Para mais informações neste caso da Telecom Italia veja as referências a seguir: Telecom Italia, o serviço Alice Flash, Wi-Fi al via Buona fortuna alle Wireless Lan (con Adsl) (em italiano) e Wi-Fi: l'Internet senza fili (em italiano).

Um outro caso é o da Verizon Communications - a maior operadora de telefonia fixa dos EUA - que lançou, em novembro de 2002, uma oferta comercial piloto para fornecer ao mercado americano dispositivos na tecnologia 802.11b do vendor Proxim, como também a instalação de redes de WLAN no segmento PME (Pequena e Média Empresa). A Verizon foi seletiva e focou na sua base de clientes PMEs existentes. Esse projeto piloto foi concentrado na área de Boston.

Para maiores informações sobre o lançamento da Verizon veja as referências: Verizon Now Selling Wireless Office Connections to Small Businesses in Boston (press release), Verizon takes Wi-Fi to the office, Verizon Tests Wi-Fi Waters e Verizon Now Selling Wireless Office Connections to Small Businesses in Boston.

No início de abril de 2003 - aproximadamente cinco meses após o lançamento do projeto piloto - a Verizon, considerando o sucesso em Boston, resolveu ampliar os serviços de Wi-Fi para mais sete estados americanos: Nova Iorque, Nova Jersey, Maryland, Massachussets, Pensilvânia, Washington DC e Virginia.

Na oferta da Verizon, de WLAN para o mercado corporativo (PME), uma organização pode tanto adquirir uma rede Wi-Fi como um serviço stand-alone ou integrado com as ofertas de BL da Verizon: ATM ou Frame Relay. A Verizon projeta e instala a rede do cliente e oferece todo o suporte técnico.

Para conhecer melhor essa ampliação da oferta da Verizon em WLAN veja as seguintes referências: Verizon Points Wi-Fi at Small Businesses e Verizon Now Selling Wireless Office Connections to Small Businesses in Northeast and Mid-Atlantic Regions (press release).

Enfim, as operadoras de telefonia fixa podem ter vários interesses em ofertas diferenciadas de WLAN - se elas assim o desejarem. Quais são os diferenciais dessas empresas, no fornecimento de tais serviços, comparados a outros players? Veja:

[a] Grande competidora da operadora móvel em serviços de PWLAN;

[b] Oferta básica: ampla cobertura geográfica, serviço de voz e diferencial da banda larga;

[c] Pontos fortes: serviços complementares a PWLAN; grande base instalada de usuários; vasta experiência em provisioning (not wireless); experiência nacional e internacional em roaming & settlement; sistemas legados em operação - OSSs; atendimento a cliente e Billing; a melhoria dos canais de venda corporativos reduzirá o custo de aquisição de um cliente de PWLAN; e capacidade de ofertar conectividade dos hotspots são grande diferencial;

[d] Grande oferta: Alavancagem de serviços bundle de mobilidade mesclado com a banda larga;

[e] Bastante motivação para não facilitar espaço para a operadora móvel como tradicional player de PWLAN.

E as empresas brasileiras de telefonia fixa? Por que estão acomodadas em relação a WLAN?
Desconheço. Afinal de contas essa oferta de serviços convergentes de Wi-Fi, além de trazer um grande diferencial para estas empresas, e melhoria no relacionamento com seu cliente alvo, estes serviços poderiam ser um excelente "duto para escoar o estoque excedente atual" em banda larga. Uma exceção seja feita a Brasil Telecom que lançou recentemente o serviço Smart Wi-Fi (grifo nosso: Procuramos no site da Brasil Telecom e não encontramos nada em relação ao referido produto). Ainda é muito pouco para a grande capacidade de serviços de WLAN em nosso mercado, preferencialmente corporativo. Será que existe "miopia" comercial?

Do cotidiano popular: "Na vida nada se cria, tudo se copia".


Caso inédito de WLAN no Rio

O Centro Empresarial Mário Henrique Simonsen da Agenco contará com uma moderna infra-estrutura de telecomunicações incluindo uma Intranet Wireless com acesso à intranet e internet remota, dentro do condomínio, para uso de notebooks. "Esta moda vai pegar!".



Eduardo Prado é Consultor Independente de Novos Negócios. Engenheiro Eletrônico pela UFRJ (1977) com mestrado em Automação e Controle de Processo na COPPE/UFRJ (1979). Trabalhou na DBA Engenharia de Sistemas, Proceda Systemhouse, Promon Engenharia, Promon Eletrônica e na COPPE/UFRJ. Participou da criação da primeira Clearing House privada brasileira privada de telecomunicações - a Cleartech em Campinas - que hoje é uma empresa da DBA, EDS do Brasil e do CPqD.
O autor também mantém um blog pessoal em www.smartconvergence.blogger.com.br
Clique aqui para mandar uma mensagem para esta coluna



Clique aqui e envie esta coluna por e-mail

HOMEQuem somosFale conoscoNewsletterAnuncie
A revolução criada pelo Wi-Fi
A oferta de acesso wireless é uma das conseqüências da revolução no uso das facilidades de telecomuni-cações, é a resposta das operadoras aos novos tempos. Usar serviços sem custos e, acessar um site deixando o ônus para alguém patrocinar, parece ser o motivo condutor desta era. Por Vanda Scartezini

Copyright © 2002/2004 AliceRamos.com    Todos os direitos reservados.    É proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo deste site.