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 HOME CONVERGÊNCIA DIGITAL19/12/2003

O que poderia ser o "amanhã" do Wi-Fi no Brasil

Eduardo Prado - Smart Convergence

Não sei o que acontece conosco por aqui em "terras brasileiras" mas às vezes ficamos tristes com a falta de empreendedorismo de alguns setores de nossa tão honrada indústria de telecomunicações.

Focando em termos de Wireless LAN (WLAN) o mundo todo está em "polvorosa" e os nossos passos aqui são tão pífios e lentos, sem o volume de um negócio novo e sem empreendedorismo – por mais simples que possa ser – pelo que temos acompanhado até agora das nossas operadoras de telefonia móvel e fixa, e de futuros candidatos a WISPs (Wireless Internet Service Provider) ou outro participantes da cadeia de valor do negócio de Wi-Fi.

De fato – e de direito – o nosso único WISP brasileiro atualmente é a Vex (antiga Pointer Networks). O Wi-Fi da TELEMAR está baseado na rede da Vex. O WiFiG (o braço Wi-Fi do iG) está baseado na rede da Vex. O Terra Banda Larga Wi-Fi está baseado na rede Vex. Nossa!. Se a Vex "quebrar" o Wi-Fi do Brasil acaba? Ruim. A operadora Oi que fez "muito movimento" anunciando parcerias com hotéis – como por exemplo, Hotéis Blue Tree também terão redes Wi-Fi – deu uma parada. Deve estar estruturando algum um lançamento surpresa em pouco tempo.

Vejamos um outro caso. Estamos vemos muito pouco movimento de exploração de um negócio de um Network Aggregator (NA) aqui no Brasil (ver Um Passeio pelo Roaming em Wi-Fi) enquanto alguns NAs no mundo estão recebendo bastante fresh money dos VCs. Os NAs têem um papel fundamental na sustentabilidade do negócio de WLAN Pública através dos acordos de roaming (ver referências IPass May Start IPO TrendBoingo VCs Spring for $10M  e   Hotspot Roaming 'Required'). Para constatarem por vocês próprios como os NAs estão movimentando-se arrojadamente, veja o passo recente do iPass dos EUA fazendo parceria com o maior player de Wi-Fi europeu – a Swisscom: iPass Integrates Eurospots da Unstrung.

Existe alguma dúvida de que WLAN Pública não vai dar dinheiro nos próximos quatro ou cinco anos. Não, não deveria existir nenhuma dúvida. Vamos "reverberar": a oferta de WLAN Pública por si só não vai ter retorno de investimento tão cedo! Por diversas razões, e quero ressaltar o que alguns dos nossos interlocutores têm manifestado conosco, a saber: "Qual a penetração de notebooks nas empresas brasileiras?"; "qual a penetração de notebooks no mercado brasileiro de consumidor final (consumer)?". "Quantos consumidores brasileiros possuem Sony Clié PEG-UX-50 (FOB = US$ 590), um Palm Tungsten C (FOB = US$ 499), ou  iPaq 4350 (FOB = US$ 499) e o recém-lançado Toshiba e800 (FOB = US$ 599)?"; "Qual o poder aquisitivo do brasileiro comparado ao do americano ou do europeu?. Em nossa opinião a "coisa" não deve seguir nessa linha. Deve ser tentado o mercado corporativo do Brasil.

Vamos mostar algo recente ocorrido no segmento coporativo no Brasil, a saber: a Petrobrás tem lucro recorde! Sabemos que é um caso isolado? Sabemos sim. Mas também sabemos que existem grandes oportunidades wireless (e de Wi-Fi) pouco exploradas no mercado brasileiro por falta de engenhosidade dos nossos empreendedores. Mas uma coisa nós temos certeza: não vai ser com serviços "de acesso simples WLAN Pública" que os "novos entrantes no negócio de Wi-Fi" vão ganhar dinheiro independente quem eles sejam e independente aonde estejam posicionados na cadeia de valor do negócio de Wi-Fi. Só com acesso de WLAN Pública. Forget your desired money. Para consolar-se leia Public Wi-Fi still has look and feel of dead duck do The Register inglês. Uma pequena amostra, mas já pode ser visto como "a banda vai tocar". Mais uma boa referência How to Money-Fi Wi-Fi? do Weblog GigaOM.

Existe saída para o Wi-Fi em curto prazo no Brasil? Existe sim e com certeza pode ser explorado em algumas das opções, a saber: no mercado corporativo com ofertas que garanta segurança de acesso e de informações, no mercado de consumidor final com alguma engenhosidade através de pacotes "bundle" não apostando muito no Wi-Fi em curto prazo (por exemplo, "comercialização casada" com banda larga), exploração de pacotes de Wi-Fi com VoIP (já tem gente tentando fazer), apostando em Wi-Fi para telefones públicos, pacotes criativos para o mercado PME (pequena e média empresa) ou pacotes combinando telefonia fixa, móvel e Wi-Fi (pacote convergente) para citar apenas alguns exmeplos.

Gostaríamos então – sem querermos ser "evangélicos" – de compartilharmos algumas ofertas que estão sendo praticadas no mercado internacional que podem ser implementadas por nossos empreendedores atualmente bastante reticentes.

Vamos começar!!!

[a] Oferta para PME

A operadora Esat BT da Irlanda  – do grupo da British Telecom (BT) – anunciou em 27 de novembro de 2003 que vai instalar centenas de hotspots em pubs, lojas, shoppings e pequenos hotéis em um programa voltado para o mercado PME chamado Openzone in a Box. Openzone  é denominação da oferta da BT de Wi-Fi. A oferta Openzone in a Box é implementada através de um dispositivo de hotspot plug-and-play que possibilita aos pequenos varejistas ou provedores de serviços fornecerem serviços de internet móvel de banda larga em suas dependências sem ter que fazer grandes investimentos em tecnologia.

O Openzone in a Box está sendo comercializado por 499,95 euros e a operadora acredita que o mesmo será extremamente atrativo para coffee shops, estações de serviços, pequenos hotéis, centros de lazer e clubes de golfe na oferta de serviços de conectividade de WLAN para pessoas que freqüentam as instalações destes pequenos negócios. Adicionalmente, a Esat BT assinou parceria com a Dell Computer para acelerar a utilização de Wi-Fi na Irlanda e oferecer free-trials do Openzone da BT quando clientes corporativos do mercado PME (tipicamente empresas com mais de 200 funcionários) comprarem o notebook com Wi-Fi da Dell – modelo Latitude.  Ver referência  Esat BT Plugs WiFi da Unstrung.

Um outro caso conhecido por nós de oferta para o segmento PME é o da Verizon Communications (a maior operadora de telefonia americana) que lançou, em novembro de 2002, uma oferta comercial piloto para fornecer ao mercado americano dispositivos na tecnologia 802.11b do vendor  Proxim, como também a instalação de redes de WLAN neste segmento. A Verizon foi seletiva e focou na sua base de clientes PMEs existentes. Esse projeto piloto foi inicialmente concentrado na área de Boston.  Para maiores informações sobre o lançamento da Verizon veja as referências: Verizon Now Selling Wireless Office Connections to Small Businesses in Boston (Press Release), Verizon takes Wi-Fi to the office da CNET news.com e Verizon Tests Wi-Fi Waters da Wireless News Factor.

No início de abril de 2003 – aproximadamente cinco meses após o lançamento do projeto piloto – a Verizon, considerando o sucesso do piloto em Boston, resolveu ampliar os serviços de Wi-Fi para mais sete estados americanos: Nova Iorque, Nova Jersey, Maryland, Massachussets, Pensilvânia, Washington DC e Virginia. Na oferta da Verizon, de WLAN para o mercado corporativo (PME), uma organização pode tanto adquirir uma rede Wi-Fi como um serviço stand-alone ou integrado com as ofertas de banda larga da Verizon que são ATM ou Frame Relay. A Verizon projeta e instala a rede do cliente e oferece todo o suporte técnico. Para conhecer melhor essa ampliação da oferta da Verizon em WLAN veja as seguintes referências: Verizon Points Wi-Fi at Small Businesses da CNET News.com e Verizon Now Selling Wireless Office Connections to Small Businesses in Northeast and Mid-Atlantic Regions (Press Release).

Uma referência adicional para o mercado PME: Wi-Fi nas pequenas e médias empresas do IDG Now.

[b] VoIP e Wi-Fi

O ano de VoIP no mundo será 2004. Várias evidências já mostram isso. Veja as referências: Say Hello to the Next Phone War da Time Magazine e RBOC VOIP Coming in 2004 da Board Watch.

E mal a coisa começa a evoluir em VoIP convencional já tem "gente impaciente" querendo diferenciar-se através da combinação campeã de VoIP e WLAN. Quem? Veja os recentíssimos casos a seguir.

O WISP inglês Broadreach Networks anunciou em 21 de novembro de 2003 que quer testar a utilização de chamadas telefônicas através de redes de WLAN públicas. O serviço – chamado ReadytoTalk – não será lançado antes do próximo verão no Reino Unido mas o WISP testará o serviço com 40 mil clientes neste meio tempo. O serviço ReadytoTalk será um serviço de valor adicionado agregado ao serviço usual de Wi-Fi da Broadreach Networks – o ReadytoSurf – que já conta com 500 mil assinantes. A Broadreach Networks conta com 129 hotspots espalhados por coffee shops, comércio varejista, hotéis e outras localidades do Reino Unido. Ver referência UK WISP to offer VoIP do Wi-Fi Planet.

A Telecom Italia e a Samsung anunciaram uma parceria em 28 de novembro de 2003 para desenvolver produtos e serviços para o mercado europeu. As duas empresas vão lançar handsets de VoWLAN (Voice over WLAN) para os mercados corporativo e de consumidor final como também produtos de multímidia de Wi-Fi. Ver referência Telecom Italia and Samsung Form WiFi Partnership  da BWCS.

Anteriormente, a Telecom Italia  lançou um caso de sucesso de pacote "bundle" de Wi-Fi com DSL chamado Alice. A Itália foi um dos últimos países europeus (ainda existem pelo menos mais dois: Grécia e Luxemburgo) a aprovarem a utilização de WLAN Pública em maio de 2003. Por esse fato a Itália está atrás dos outros países europeus na área de Wi-Fi contando apenas com 268 hotspots dos quais a maioria são quiosques de internet operados pela empresa Freestation de Milão. Para conhecer sobre o pacote Alice veja as referências: o serviço Alice Flash, Wi-Fi al via Buona fortuna alle Wireless Lan (con Adsl)  (em italiano) e Wi-Fi: l'Internet senza fili (em italiano).

A VoWLAN traz um novo appeal ao pacote "bundle" das operadoras de telefonia. Veja outras referências de pacote "bundle" nas matérias desta coluna, a saber:  Telefonia fixa: Wi-Fi "bundle services"  e  Wi-fi e conteúdo de mídia alavancam a venda de banda larga no mundo.

[c]  "Box" Convergente (ou Multi-Funcional)

A Korea Telecom Corp (KTC) da Coréia do Sul sempre inovando. Foi a primeira operadora no mundo a combinar um pacote "bundle" de Wi-Fi quando misturou  em junho de 2002 seu serviço de Wi-Fi Público chamado NESPOT (lançado no final de 2001) com o seu serviço de banda larga MEGAPASS para os mercados residenciais e PME e fez um grande sucesso. Em apenas um mês (de junho para julho de 2002), o número de usuários de WLAN da KTC "pulou" 10 mil para 20 mil assinantes do NESPOT. Parece que a estratégia do serviço de WLAN da KTC tem se transformado de um simples serviço de acesso de Wi-Fi para uma grande oferta de banda larga. Visão de empreendimento é visão de negócio. Essa estratégia tem auxiliado os fabricantes de equipamentos na Coréia do Sul a produzirem unidades combinadas de ponto de acesso de WLAN com modem ADSL (veja os exemplos: D-Link DI-614+ AirPlus Enhanced 2.4GHz Wireless Four Port Router & Access Point 802.11b (DI-614+) Cable-DSL, WBR-G54 AirStation 54Mbps Broadband Router AP e Buffalo wireless router impresses) a um preço bem competitivo que estimule a migração de assinantes – e o conseqüente aumento de receita – de um simples serviço de banda larga (wired) para um serviço misto de banda larga (wired & wireless).

E continuando a inovar – e na frente de todas operadoras de telefonia ocidentais – a KTC anunciou em 4 de novembro de 2003 um plano completo para uma solução de “rede caseira” (dentro do conceito de connected home) combinando Wi-Fi e acesso de banda larga.

A solução da KTC baseia-se em um gateway caseiro (home gateway box) que gerencia conexões wired e wireless entre a internet e os aparelhos eletrodomésticos da casa, incluindo PCs e dispositivos eletrônicos de consumidores. O gateway caseiro suporta serviços de Video-on-Demand (VOD), VoIP, telefone de vídeo, mensagem de multimídia, e segurança caseira. O gateway caseiro pode fazer stream filmes diretamente da web a uma taxa de 1 Mbps para um PC ou para uma TV de internet (Web-enabled TV).

A KTC lançará o gateway e o serviço em um programa Piloto de 2,5 mil residências. A operadora de telefonia fixa tem um alvo ambicioso de 2/3 dos seus 300 mil usuários do serviço de Wi-Fi (conhecido como NESPOT) façam a adoção ao Pacote Bundle de DSL/Wi-Fi.

Enquanto os ISPs europeus estão “engatinhando” os primeiros passos em direção as “redes caseiras” com a introdução de ofertas "bundle" combinando o ADSL + Wi-Fi, a KTC está anunciando um plano completo (e extremamente criativo) para uma solução de “rede caseira”.

Isso é o que chamamos de inovação.

[d] Wi-Fi Multimodal

Os analistas de indústria avaliam que 2004 será um ano "divisor de águas" do mercado de chips do padrão IEEE 802.11x quando os vendors tentarão mover-se além do mercado SOHO e entrando nos mercados corporativo, de telefonia móvel, e de DSL. Ano importante 2003 será para o mercado de chips de IEEE 802.11x. Segundo previsão do In-Stat/MDR até dezembro de 2003 serão comercializados 33 milhões de chips comparativamente aos 20 milhões de 2002. No próximo ano, os analistas esperam que os volumes continuem aumentando, mas com um foco maior em chips de "multi-padrão ou multi-tecnologia" para atender ao mercado corporativo, como também terão uma atenção maior os chips de baixo consumo de potência e aqueles que "mesclem" Wi-Fi com DSL para o mercado residencial.

Já está havendo movimento nessa área de "mesclar" Wi-Fi com DSL. A razão do "merge" das empresas Conexant Systems (veja seus produtos) com a GlobespanVirata (veja seus produtos) foi esta. Ver referência Conexant, Globespan Merge na Unstrung.

Um outro movimento nessa linha foi feito pela Colubris Colubris Networks  e  ADC Telecommunications para desenvolverem tecnologia "mesclando"  Wi-Fi e DSL. Ver referência Colubris, ADC Integrate Access  do Unstrung.

 

Na verdade os "ventos" da KTC já chegaram no Ocidente e sugerimos que as operadoras de telefonia brasileiras fiquem atentas a estes movimentos e tentem antecipar-se a eles e elaborem ofertas convergentes para o nosso mercado apostando nas oportunidades do mundo "multi-modal".

Veja mais informaçãoes em Multimode Is More  do Unstrung.

[e] Wi-Fi e Telefonia Pública

Nada mais razoável do que pensar em usar a "canalização" do famoso "orelhão" (ou mais formalmente TUP = Telefone de Uso Público) para "iluminar" pontos estratégicos com um sinal de rádio de WLAN (seja na forma de Wi-Fi – padrão 802.11b ou outro padrão disponível). Isso é original? Não, não é pois já existem vários players no mundo endereçando esta forma de cobretura de WLAN por diversas razões ou interesses (que são vários e muito interessantes).

Vejamos alguns que são do nosso conhecimento. O primeiro a anunciar esse movimento foi a operadora Bell Canada, do Canadá, em dezembro de 2002 quando lançou um projeto piloto em aeroportos e estações de trem no seu serviço de Wi-Fi chamado Access Zone. Veja referências Bell Canada launches public wireless Internet hotspot pilot (press release) e inCode converts pay phones into Wi-Fi hot spots da M-Travel.

No Canadá o número médio de chamadas por TUP caiu de 449 chamadas mensais para 109 e qualquer idéia que possa revitalizar o negócio do TUP é muito bem-vinda. O segundo a "entrar na festa" foi a Verizon Communications  – a maior operadora de telefonia dos EUA – que utilizou essa estratégia para reduzir o time to market do lançamento do seu bundle package – composto de banda larga + Wi-Fi em mil hotspots em Nova Iorque + multimídia (MSN 8.0 da Microsoft) – para enfrentar a competição das empresas de cabo conforme anunciado em maio de 2003 por esta operadora. As empresas de cabo estão "aterorrorizando" a vida das operadoras de telefonia fixa nos EUA (as famosas Baby Bells: Verizon Comm, SBC Communications, Qwest e Bell South) que estão tentando responder com pacotes de multi-serviços. Veja a referência Verizon Adds WLAN to DSL da Unstrung.

O terceiro a apostar nesta solução foi um WISP inglês chamado Inspired Broadcast Network's (com "apelido" de The Cloud) que fez uma parceria com a NWP Spectrum, uma empresa que gerencia quiosques e telefones públicos no Reino Unido. A  Inspired – empresa do grupo Leisure Link do Reino Unido possui 90 mil "caça-níqueis" (de vídeo e jogos) espalhados em 30 mil localidades naquele país e tem um plano ambicioso para instalar três mil hotspots ainda este ano e, "pasmem" de 15 a 20 mil hotspots até o final de 2004 (veja Inspired Broadcast launches Web site: Changing U.K.'s WiFi dynamics  from Alan Reiter).

Através da parceria da The Cloud para colocar access points nos equipamentos da NWP Spectrum, foi anunciado em 8 de setembro de 2003 que poderia ampliar a sua oferta de hotspots de 3 mil para 7 mil em curto espaço de tempo. Atualmente, The Cloud tem 1,8 mil localidades com Wi-Fi instalado. Essa é uma razão importante do por quê utilizar TUP para lançar um serviço Wi-Fi com grande capilaridade e reduzindo os custos de implantação. Ver referência Hotspot Hits for Sept. 12 da Wi-Fi Planet. O quarto (e último) player do nosso conhecimento nesta estratégia foi a British Telecom (BT). A BT – que tem uma rede de 108 mil telefones públicos – anunciou em 15 de setembro de 2003 que estará instalando hotspots de Wi-Fi em 200 telefones públicos até o Natal de 2003 e 4 mil no próximo ano. Belo número de quase 4% da planta total de TUP. Ver referência BT Puts WiFi in Payphones da Unstrung.

Uma das principais vantagem da instalação de um ponto de acesso de WLAN em um telefone público é a eliminação da comissão de 30% (em média) da receita para o "dono do ponto" aonde o ponto de acesso é instalado. Isso pode ser fundamental para assegurar a lucratividade de uma oferta de WLAN Pública.

Realmente colocar Wi-Fi em “orelhão" está dando “Ibope" no mundo por uma série de razões.

No Brasil acreditamos que pela localização do "orelhão" também em áreas carentes, este tipo de instalação tem um appeal muito grande para o tema de Inclusão Digital do acesso. Vamos ver se o nosso "Governo Social" consegue ficar sensibilizado e se a ANATEL pode dar alguma ajuda nessa direção. Se os players acima estão apostando nesta estratégia é por que existe alguma razão para tal, não? Adicionalmente, sabemos que as operadoras de telefonia fixa tem uma meta de TAP (Terminal de Acesso Público) a cumprir com a ANATEL e que o acesso de alta velocidade de internet através de um "orelhão turbinado" pode representar uma grande ajuda. O que você acha operadora?

Esperamos estar contribuindo para estimular o lançamento de serviços futuro de WLAN no nosso país!

Uma boa notícia para o Wi-Fi do Brasil

A Telefônica – uma das mais importantes operadoras da América Latina com 13 milhões de assinantes – lançará o seu serviço de Wi-Fi até o final de 2003. Essa companhia opera a telefonia fixa no estado de São Paulo e é uma empresa do grupo Telefónica de Espanha.

A Telefônica estará lançando 300 pontos (grifo: este é o número que temos!) de acesso até o fim do primeiro trimestre de 2004. Esses pontos de acesso serão instalados principalmente em hotéis, universidades, como também centros de convenções e shoppnig centers.

O serviço de Wi-Fi da Telefônica será gratuito durante o período de lançamento. Nós não temos a informação qual a extensão do período de lançamento.

Como estratégia de médio prazo, a Telefônica está considerando fazer um pacote "bundle" da oferta de Wi-Fi com o seu serviço de banda larga – o Speedy. O Speedy é o maior serviço de banda larga do país com meio milhão de assinanates.

Para o lançamento inicial do serviço de Wi-Fi, a operadora decidiu investir em sua própria infra-estutura de pontos de acessos e não fez parceria com nenhum WISP.

 

Mais um "Peso Pesado" Brasileiro no Wi-Fi: a VIVO

Parece que agora o Wi-Fi decola de vez no Brasil. 

Depois de uma "sofrida espera" para ver o Wi-Fi evoluir "abaixo do Equador" além da "estrela solitária" da VEX (ex Pointer Networks), este final de ano tem sido bastante emociante e com grandes novidades para a nossa internet sem fio. Vejamos!

Primeiro, em novembro, tivemos o anúncio da Telemar (veja site Wi-Fi TELEMAR) e neste mês tivemos: a Telefônica (veja Telefônica implanta 200 pontos de acesso sem fio em SP), a Brasil Telecom (veja Brasil Telecom lança acesso rápido e sem fio à internet e site  BrTurbo Asas) e agora a maior operadora celular da América Latina -– a Vivo - lançou um Edital em 9 de dezembro de 2003 para contratação da sua oferta de Wi-Fi.

A Vivo prentende lançar o seu serviço de Wireless LAN Pública em toda sua área de cobertura (São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Sergipe e, Centro Oeste e Norte do Brasil) para seus assinantes como também para outros usuários e também aqueles "casuais".

Com certeza uma grande contribuição para o Wi-Fi no Brasil. Veja "um pouco da Vivo".

Bom Natal e Feliz 2004 (agora com a tão esperada internet móvel)!!!



Eduardo Prado é Consultor de Novos Negócios & Tecnologia. Engenheiro Eletrônico pela UFRJ (1977) com mestrado em Automação e Controle de Processo na COPPE/UFRJ (1979). Trabalhou na DBA Engenharia de Sistemas, Proceda Systemhouse, Promon Engenharia, Promon Eletrônica e na COPPE/UFRJ. Participou da criação da primeira Clearing House privada brasileira privada de telecomunicações - a Cleartech em Campinas - que hoje é uma empresa da DBA, EDS do Brasil e do CPqD.
O autor também mantém um blog pessoal em www.smartconvergence.blogger.com.br
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