
O que poderia ser o "amanhã" do Wi-Fi no Brasil
• Eduardo Prado - Smart Convergence
Não sei o que acontece
conosco por aqui em "terras brasileiras" mas às vezes ficamos tristes com a
falta de empreendedorismo de alguns setores de nossa tão honrada indústria de
telecomunicações.
Focando em termos de
Wireless LAN (WLAN) o mundo todo está em
"polvorosa" e os nossos passos aqui são tão pífios e lentos, sem o volume de um
negócio novo e sem empreendedorismo – por mais simples que possa ser –
pelo que temos acompanhado até agora das nossas operadoras de telefonia móvel e
fixa, e de futuros candidatos a WISPs (Wireless Internet Service
Provider) ou outro participantes da cadeia de valor do negócio de Wi-Fi.
De fato – e de direito –
o nosso único WISP brasileiro atualmente é a Vex
(antiga Pointer Networks). O Wi-Fi da TELEMAR está baseado na rede da
Vex. O WiFiG (o braço Wi-Fi do iG) está baseado
na rede da Vex. O Terra Banda Larga Wi-Fi está baseado na
rede Vex. Nossa!. Se a Vex "quebrar" o Wi-Fi do Brasil acaba?
Ruim. A operadora Oi que fez "muito movimento" anunciando
parcerias com hotéis – como por exemplo, Hotéis Blue Tree também terão
redes Wi-Fi – deu uma parada. Deve
estar estruturando algum um lançamento surpresa em pouco tempo.
Vejamos um outro caso.
Estamos vemos muito pouco movimento de exploração de um negócio de um Network
Aggregator (NA) aqui no Brasil (ver Um
Passeio pelo Roaming em Wi-Fi) enquanto alguns NAs no mundo estão recebendo
bastante fresh money dos VCs. Os NAs têem um papel fundamental na
sustentabilidade do negócio de WLAN Pública através dos acordos de
roaming (ver referências IPass May Start IPO Trend, Boingo VCs Spring for $10M e Hotspot Roaming 'Required'). Para
constatarem por vocês próprios como os NAs estão movimentando-se arrojadamente,
veja o passo recente do iPass dos EUA
fazendo parceria com o maior player de Wi-Fi europeu – a Swisscom:
iPass Integrates Eurospots da
Unstrung.
Existe alguma dúvida de
que WLAN Pública não vai dar dinheiro nos próximos quatro ou cinco anos. Não,
não deveria existir nenhuma dúvida. Vamos "reverberar": a oferta de WLAN Pública
por si só não vai ter retorno de investimento tão cedo! Por diversas razões, e
quero ressaltar o que alguns dos nossos interlocutores têm manifestado conosco,
a saber: "Qual a penetração de notebooks nas empresas brasileiras?"; "qual a
penetração de notebooks no mercado brasileiro de consumidor final
(consumer)?". "Quantos consumidores brasileiros possuem Sony Clié PEG-UX-50 (FOB = US$ 590), um
Palm Tungsten C (FOB = US$ 499), ou iPaq 4350 (FOB = US$ 499) e o
recém-lançado Toshiba e800 (FOB = US$ 599)?"; "Qual o
poder aquisitivo do brasileiro comparado ao do americano ou do
europeu?. Em nossa opinião a "coisa" não deve seguir nessa linha. Deve
ser tentado o mercado corporativo do Brasil.
Vamos mostar algo recente
ocorrido no segmento coporativo no Brasil, a saber: a Petrobrás tem lucro recorde! Sabemos que
é um caso isolado? Sabemos sim. Mas também sabemos que existem grandes
oportunidades wireless (e de Wi-Fi) pouco exploradas no mercado
brasileiro por falta de engenhosidade dos nossos empreendedores. Mas uma
coisa nós temos certeza: não vai ser com serviços "de acesso simples WLAN
Pública" que os "novos entrantes no negócio de Wi-Fi" vão ganhar dinheiro
independente quem eles sejam e independente aonde estejam posicionados na cadeia
de valor do negócio de Wi-Fi. Só com acesso de WLAN Pública. Forget
your desired money.
Para consolar-se leia Public Wi-Fi still has look and
feel of dead duck
do The Register inglês. Uma pequena amostra, mas
já pode ser visto como "a banda vai tocar". Mais uma boa referência
How to Money-Fi
Wi-Fi? do Weblog GigaOM.
Existe saída para o Wi-Fi em curto prazo no
Brasil? Existe sim e com certeza pode ser explorado em algumas das opções, a
saber: no mercado corporativo com ofertas que garanta segurança de acesso e de
informações, no mercado de consumidor final com alguma engenhosidade
através de pacotes "bundle" não apostando muito no Wi-Fi em curto prazo
(por exemplo, "comercialização casada" com banda larga), exploração de pacotes
de Wi-Fi com VoIP (já tem gente tentando fazer), apostando em Wi-Fi para
telefones públicos, pacotes criativos para o mercado PME (pequena e média
empresa) ou pacotes combinando telefonia fixa, móvel e Wi-Fi (pacote
convergente) para citar apenas alguns exmeplos.
Gostaríamos então – sem querermos ser "evangélicos" –
de compartilharmos algumas ofertas que estão sendo praticadas no mercado
internacional que podem ser implementadas por nossos empreendedores
atualmente bastante reticentes.
Vamos começar!!!
[a]
Oferta para PME
A operadora Esat
BT da Irlanda – do grupo da British Telecom (BT) – anunciou em 27 de
novembro de 2003 que vai instalar centenas de hotspots em pubs, lojas, shoppings
e pequenos hotéis em um programa voltado para o mercado PME chamado Openzone
in a Box. Openzone é denominação da oferta da BT de Wi-Fi.
A oferta Openzone in a Box é implementada através de um dispositivo de
hotspot plug-and-play que possibilita aos pequenos varejistas ou
provedores de serviços fornecerem serviços de internet móvel de banda larga em
suas dependências sem ter que fazer grandes investimentos em tecnologia.
O Openzone in a Box está sendo comercializado
por 499,95 euros e a operadora acredita que o mesmo será extremamente atrativo
para coffee shops, estações de serviços, pequenos hotéis, centros de
lazer e clubes de golfe na oferta de serviços de conectividade de WLAN para
pessoas que freqüentam as instalações destes pequenos negócios. Adicionalmente,
a Esat
BT
assinou parceria com a Dell Computer para
acelerar a utilização de Wi-Fi na Irlanda e oferecer free-trials do
Openzone da BT quando clientes corporativos do mercado PME (tipicamente empresas
com mais de 200 funcionários) comprarem o notebook com Wi-Fi da Dell – modelo
Latitude. Ver referência Esat BT Plugs
WiFi da
Unstrung.
Um outro caso
conhecido por nós de oferta para o segmento PME é o da
Verizon
Communications (a maior operadora de telefonia americana)
que lançou, em
novembro de 2002, uma oferta comercial piloto para fornecer ao mercado americano
dispositivos na tecnologia 802.11b do vendor Proxim, como também a instalação de redes
de WLAN neste segmento. A Verizon foi seletiva e focou na sua base de clientes
PMEs existentes. Esse projeto piloto foi inicialmente concentrado na área de
Boston. Para maiores informações
sobre o lançamento da Verizon veja as referências: Verizon Now Selling Wireless
Office Connections to Small Businesses in Boston (Press
Release), Verizon takes Wi-Fi to the
office da CNET news.com
e Verizon Tests Wi-Fi
Waters
da Wireless News Factor.
No início de abril de 2003 – aproximadamente cinco
meses após o lançamento do projeto piloto – a Verizon, considerando o sucesso do
piloto em Boston, resolveu ampliar os serviços de Wi-Fi para mais sete estados
americanos: Nova Iorque, Nova Jersey, Maryland, Massachussets, Pensilvânia,
Washington DC e Virginia. Na oferta da Verizon, de WLAN para o mercado
corporativo (PME), uma organização pode tanto adquirir uma rede Wi-Fi como um
serviço stand-alone ou integrado com as ofertas de banda larga da Verizon
que são ATM ou Frame Relay. A Verizon projeta e instala a rede do cliente e
oferece todo o suporte técnico. Para conhecer melhor essa
ampliação da oferta da Verizon em WLAN veja as seguintes referências:
Verizon Points Wi-Fi at Small
Businesses da CNET News.com e
Verizon Now Selling Wireless
Office Connections to Small Businesses in Northeast and Mid-Atlantic
Regions (Press
Release).
Uma referência adicional para o mercado PME: Wi-Fi nas pequenas e médias empresas do
IDG Now.
[b] VoIP e
Wi-Fi
O ano de VoIP no
mundo será 2004. Várias evidências já mostram isso. Veja as referências:
Say
Hello to the Next Phone War
da Time Magazine e RBOC VOIP Coming in
2004
da Board Watch.
E mal a coisa
começa a evoluir em VoIP convencional já tem "gente impaciente" querendo
diferenciar-se através da combinação campeã de VoIP e WLAN. Quem? Veja os
recentíssimos casos a seguir.
O WISP inglês
Broadreach
Networks anunciou em 21
de novembro de 2003 que quer testar a utilização de chamadas telefônicas através
de redes de WLAN públicas. O serviço – chamado ReadytoTalk – não será
lançado antes do próximo verão no Reino Unido mas o WISP testará o serviço com
40 mil clientes neste meio tempo. O serviço ReadytoTalk será um serviço
de valor adicionado agregado ao serviço usual de Wi-Fi da
Broadreach
Networks – o
ReadytoSurf – que já conta com 500 mil assinantes. A Broadreach Networks conta com 129 hotspots
espalhados por coffee shops, comércio varejista, hotéis e outras
localidades do Reino Unido. Ver referência UK WISP to offer
VoIP do Wi-Fi
Planet.
A Telecom Italia e a Samsung anunciaram uma parceria em 28 de
novembro de 2003 para desenvolver produtos e serviços para o mercado europeu. As
duas empresas vão lançar handsets de VoWLAN (Voice over WLAN) para
os mercados corporativo e de consumidor final como também produtos de multímidia
de Wi-Fi. Ver referência Telecom Italia and Samsung Form WiFi
Partnership da BWCS.
Anteriormente, a Telecom Italia lançou um caso de sucesso de pacote
"bundle" de Wi-Fi com DSL chamado Alice. A Itália foi um dos últimos
países europeus (ainda existem pelo menos mais dois: Grécia e Luxemburgo) a
aprovarem a utilização de WLAN Pública em maio de 2003. Por esse fato a Itália
está atrás dos outros países europeus na área de Wi-Fi contando apenas com 268
hotspots dos quais a maioria são quiosques de internet operados pela empresa
Freestation de Milão. Para conhecer sobre
o pacote Alice veja as referências: o serviço Alice Flash, Wi-Fi al via Buona fortuna alle Wireless Lan (con
Adsl) (em
italiano) e Wi-Fi: l'Internet senza fili (em
italiano).
A VoWLAN traz um novo appeal ao pacote
"bundle" das operadoras de telefonia. Veja outras referências de pacote
"bundle" nas matérias desta coluna, a saber: Telefonia fixa: Wi-Fi "bundle
services" e Wi-fi
e conteúdo de mídia alavancam a venda de banda larga no
mundo.
[c] "Box" Convergente (ou
Multi-Funcional)
A Korea
Telecom Corp (KTC) da Coréia do Sul sempre inovando. Foi a
primeira operadora no mundo a combinar um pacote "bundle" de Wi-Fi quando
misturou em junho de 2002 seu
serviço de Wi-Fi Público chamado NESPOT (lançado no
final de 2001) com o seu serviço de banda larga MEGAPASS para os mercados
residenciais e PME e fez um grande sucesso. Em apenas um mês (de junho para
julho de 2002), o número de usuários de WLAN da KTC "pulou" 10 mil para 20 mil assinantes
do NESPOT. Parece que a estratégia do serviço de WLAN da KTC tem se transformado de um simples
serviço de acesso de Wi-Fi para uma grande oferta de banda larga. Visão de
empreendimento é visão de negócio. Essa estratégia tem auxiliado os fabricantes
de equipamentos na Coréia do Sul a produzirem unidades combinadas de ponto de
acesso de WLAN com modem ADSL (veja os exemplos: D-Link DI-614+ AirPlus Enhanced 2.4GHz Wireless Four Port
Router & Access Point 802.11b (DI-614+) Cable-DSL, WBR-G54 AirStation 54Mbps Broadband
Router AP e Buffalo wireless router
impresses) a um preço bem competitivo que estimule a
migração de assinantes – e o conseqüente aumento de receita – de um simples
serviço de banda larga (wired) para um serviço misto de banda larga
(wired & wireless).
E continuando a inovar – e na frente de todas
operadoras de telefonia ocidentais – a KTC anunciou em 4 de novembro de 2003
um plano completo para uma solução de “rede caseira”
(dentro do conceito de connected home) combinando Wi-Fi e acesso de banda
larga.
A solução da KTC baseia-se em um gateway caseiro (home gateway
box) que gerencia conexões wired
e wireless entre a internet e os
aparelhos eletrodomésticos da casa, incluindo PCs e dispositivos eletrônicos de
consumidores. O gateway caseiro
suporta serviços de Video-on-Demand
(VOD), VoIP, telefone de vídeo, mensagem de multimídia, e segurança caseira.
O gateway caseiro pode fazer
stream filmes diretamente da web a uma taxa de 1 Mbps para um PC ou para
uma TV de internet (Web-enabled TV).
A KTC lançará o gateway e o serviço em
um programa Piloto de 2,5 mil residências. A operadora de telefonia fixa tem um
alvo ambicioso de 2/3 dos seus 300 mil usuários do serviço de Wi-Fi (conhecido
como NESPOT) façam a adoção ao Pacote
Bundle de DSL/Wi-Fi.
Enquanto os ISPs europeus estão “engatinhando” os
primeiros passos em direção as “redes caseiras” com a introdução de ofertas
"bundle" combinando o ADSL + Wi-Fi, a KTC está anunciando um plano
completo (e extremamente criativo) para uma solução de “rede
caseira”.
Isso é o que chamamos de
inovação.
[d]
Wi-Fi Multimodal
Os analistas de indústria avaliam que 2004 será um
ano "divisor de águas" do mercado de chips do padrão IEEE 802.11x quando os
vendors tentarão mover-se além do mercado SOHO e entrando nos mercados
corporativo, de telefonia móvel, e de DSL. Ano importante 2003 será para o
mercado de chips de IEEE 802.11x. Segundo previsão do In-Stat/MDR até dezembro de 2003 serão
comercializados 33 milhões de chips comparativamente aos 20 milhões de 2002. No
próximo ano, os analistas esperam que os volumes continuem aumentando, mas com
um foco maior em chips de "multi-padrão ou multi-tecnologia" para atender ao
mercado corporativo, como também terão uma atenção maior os chips de baixo
consumo de potência e aqueles que "mesclem" Wi-Fi com DSL para o mercado
residencial.
Já está havendo movimento nessa área de "mesclar"
Wi-Fi com DSL. A razão do "merge" das empresas Conexant Systems (veja seus produtos) com a GlobespanVirata (veja seus produtos) foi esta. Ver referência Conexant, Globespan Merge na
Unstrung.
Um outro movimento nessa linha foi feito pela
Colubris Colubris
Networks e
ADC Telecommunications para desenvolverem
tecnologia "mesclando" Wi-Fi e DSL.
Ver referência Colubris, ADC Integrate Access do
Unstrung.
Na
verdade os "ventos" da KTC já
chegaram no Ocidente e sugerimos que as operadoras de telefonia brasileiras
fiquem atentas a estes movimentos e tentem antecipar-se a eles e elaborem
ofertas convergentes para o nosso mercado apostando nas oportunidades do mundo
"multi-modal".
Veja mais informaçãoes em
Multimode Is More
do
Unstrung.
[e] Wi-Fi
e Telefonia Pública
Nada mais razoável do que
pensar em usar a "canalização" do famoso "orelhão" (ou mais formalmente TUP =
Telefone de Uso Público) para "iluminar" pontos estratégicos com um sinal de
rádio de WLAN (seja na forma de Wi-Fi – padrão 802.11b ou outro padrão
disponível). Isso é original? Não, não é pois já existem vários players
no mundo endereçando esta forma de cobretura de WLAN por diversas razões ou
interesses (que são vários e muito interessantes).
Vejamos alguns que são do
nosso conhecimento. O primeiro a anunciar esse movimento foi a operadora
Bell
Canada, do Canadá, em dezembro de 2002 quando
lançou um projeto piloto em aeroportos e estações de trem no seu serviço de
Wi-Fi chamado Access Zone. Veja
referências Bell Canada launches
public wireless Internet hotspot pilot
(press release) e
inCode converts pay phones into
Wi-Fi hot spots da
M-Travel.
No Canadá o número médio
de chamadas por TUP caiu de 449 chamadas mensais para 109 e qualquer idéia que
possa revitalizar o negócio do TUP é muito bem-vinda. O segundo a "entrar
na festa" foi a Verizon
Communications – a maior operadora de telefonia dos EUA
– que utilizou essa estratégia para reduzir o time to market do
lançamento do seu bundle package – composto de banda larga + Wi-Fi em mil
hotspots em Nova Iorque + multimídia (MSN 8.0 da Microsoft) – para enfrentar a
competição das empresas de cabo conforme anunciado em maio de 2003 por esta
operadora. As empresas de cabo estão "aterorrorizando" a vida das operadoras de
telefonia fixa nos EUA (as famosas Baby Bells: Verizon Comm, SBC
Communications, Qwest e Bell South) que estão tentando responder com pacotes de
multi-serviços. Veja a referência Verizon Adds WLAN to DSL da Unstrung.
O terceiro a
apostar nesta solução foi um WISP inglês chamado Inspired Broadcast
Network's (com
"apelido" de The
Cloud) que fez uma parceria com a NWP Spectrum, uma empresa que gerencia
quiosques e telefones públicos no Reino Unido. A Inspired – empresa do grupo Leisure Link do Reino Unido possui 90 mil
"caça-níqueis" (de vídeo e jogos) espalhados em 30 mil localidades naquele país
e tem um plano ambicioso para instalar três mil hotspots ainda este ano
e, "pasmem" de 15 a 20 mil hotspots até o final de 2004 (veja Inspired Broadcast launches Web site:
Changing U.K.'s WiFi dynamics from Alan Reiter).
Através da parceria da The Cloud para colocar
access points nos equipamentos da NWP Spectrum, foi anunciado em 8 de
setembro de 2003 que poderia ampliar a sua oferta de hotspots de 3 mil para 7
mil em curto espaço de tempo. Atualmente, The Cloud tem 1,8 mil
localidades com Wi-Fi instalado. Essa é uma razão importante do por quê utilizar
TUP para lançar um serviço Wi-Fi com grande capilaridade e reduzindo os custos
de implantação. Ver referência Hotspot Hits for Sept. 12 da Wi-Fi Planet. O quarto (e último) player
do nosso conhecimento nesta estratégia foi a British
Telecom (BT). A BT – que tem uma rede de 108 mil telefones
públicos – anunciou em 15 de setembro de 2003 que estará instalando hotspots de
Wi-Fi em 200 telefones públicos até o Natal de 2003 e 4 mil no próximo ano. Belo
número de quase 4% da planta total de TUP. Ver referência BT Puts WiFi in Payphones da Unstrung.
Uma das principais vantagem da instalação de um ponto
de acesso de WLAN em um telefone público é a eliminação da comissão de 30% (em
média) da receita para o "dono do ponto" aonde o ponto de acesso é instalado.
Isso pode ser fundamental para assegurar a lucratividade de uma oferta de WLAN
Pública.
Realmente colocar Wi-Fi em “orelhão" está dando
“Ibope" no mundo por uma série de razões.
No Brasil acreditamos que pela localização do
"orelhão" também em áreas carentes, este tipo de instalação tem um appeal
muito grande para o tema de Inclusão Digital do acesso. Vamos ver se o nosso
"Governo Social" consegue ficar sensibilizado e se a ANATEL pode dar alguma ajuda nessa
direção. Se os players acima estão apostando nesta estratégia é por que
existe alguma razão para tal, não? Adicionalmente, sabemos que as operadoras de
telefonia fixa tem uma meta de TAP (Terminal de Acesso Público) a cumprir com a
ANATEL e que o acesso de alta
velocidade de internet através de um "orelhão turbinado" pode representar uma
grande ajuda. O que você acha operadora?
Esperamos estar
contribuindo para estimular o lançamento de serviços futuro de WLAN no nosso
país!
Uma boa
notícia para o Wi-Fi do Brasil
A Telefônica – uma das mais importantes
operadoras da América Latina com 13 milhões de assinantes – lançará o seu
serviço de Wi-Fi até o final de 2003. Essa companhia opera a telefonia fixa no
estado de São Paulo e é uma empresa do grupo Telefónica de
Espanha.
A Telefônica estará
lançando 300 pontos (grifo: este é o número que temos!) de acesso até o fim do
primeiro trimestre de 2004. Esses pontos de acesso serão instalados
principalmente em hotéis, universidades, como também centros de convenções e
shoppnig centers.
O serviço de Wi-Fi da
Telefônica será gratuito durante o período de lançamento. Nós não temos a
informação qual a extensão do período de lançamento.
Como estratégia de médio
prazo, a Telefônica está considerando fazer um pacote "bundle" da oferta
de Wi-Fi com o seu serviço de banda larga – o Speedy. O Speedy é o maior serviço de
banda larga do país com meio milhão de assinanates.
Para o lançamento inicial
do serviço de Wi-Fi, a operadora decidiu investir em sua própria infra-estutura
de pontos de acessos e não fez parceria com nenhum WISP.
Mais um
"Peso Pesado" Brasileiro no Wi-Fi: a VIVO
Parece
que agora o Wi-Fi decola de vez no Brasil.
Depois
de uma "sofrida espera" para ver o Wi-Fi evoluir "abaixo do Equador" além
da "estrela solitária" da VEX
(ex Pointer Networks), este final de ano tem sido bastante emociante e com
grandes novidades para a nossa internet sem fio. Vejamos!
Primeiro,
em novembro, tivemos o anúncio da Telemar (veja site Wi-Fi TELEMAR) e neste
mês tivemos: a Telefônica (veja Telefônica implanta 200 pontos de acesso
sem fio em SP), a Brasil Telecom (veja Brasil Telecom lança acesso rápido e sem
fio à internet e site
BrTurbo Asas) e agora
a maior operadora celular da América Latina -– a Vivo
- lançou um Edital em 9 de dezembro de 2003 para contratação da sua oferta de
Wi-Fi.
A Vivo
prentende lançar o seu serviço de Wireless LAN Pública em toda sua área de
cobertura (São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro,
Espírito Santo, Bahia, Sergipe e, Centro Oeste e Norte do Brasil) para seus
assinantes como também para outros usuários e também
aqueles "casuais".
Com
certeza uma grande contribuição para o Wi-Fi no Brasil. Veja "um pouco da
Vivo".
Bom Natal e Feliz 2004
(agora com a tão esperada internet móvel)!!!


• Eduardo Prado é Consultor de Novos Negócios & Tecnologia. Engenheiro Eletrônico pela UFRJ (1977) com mestrado em Automação e Controle de Processo na COPPE/UFRJ (1979). Trabalhou na DBA Engenharia de Sistemas, Proceda Systemhouse, Promon Engenharia, Promon Eletrônica e na COPPE/UFRJ. Participou da criação da primeira Clearing House privada brasileira privada de telecomunicações - a Cleartech em Campinas - que hoje é uma empresa da DBA, EDS do Brasil e do CPqD.
O autor também mantém um blog pessoal em www.smartconvergence.blogger.com.br
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