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 HOME CONVERGÊNCIA DIGITAL01/03/2004

Inclusão digital JÁ...
e com tecnologia sem fio
Ou acesso de banda larga sem fio para comunidades carentes

Eduardo Prado - Smart Convergence

O que falta a nossos governantes com relação a fazer um trabalho sério e abrangente na área de inclusão digital? MUITA COISA. Realmente vai ser uma "longa estrada" a ser percorrida.

Vamos colocar aqui algumas perguntas: A internet é social? Sim. A banda larga é social? Sim. Modernas tecnologias sem fio (wireless) como Wi-Fi e WiMAX são sociais? Sim, serão. E o que nossos governantes estão esperando para elevar o padrão de "tecnologia social" do povo brasileiro? Não sabemos, mas com certeza vamos tentar ajudá-los nesta matéria.

Há um ano atrás escrevemos o artigo Serviços Móveis e Comunidades nesta coluna onde apresentamos algumas idéias de um trabalho para comunidades que poderia ser feito com a tecnologia de Wi-Fi.

Foi com muito orgulho que lemos em 15 de fevereiro de 2004 no jornal O Globo – a coluna A Desiguladade Digital – do grande jornalista Márcio Moreira Alves. Veja neste artigo do Márcio a perversidade da Inclusão Digital. "Segundo os autores do recém-lançado livro E-Gov.br, a posse de computadores por classe social na cidade de São Paulo é de 87% nas residências da classe A, 53% na classe B e apenas 11% nas classes D e E. É a exclusão digital promovida pela nossa péssima distribuição da riqueza". É duro, mas é verdade.

Adicionalmente, há pouco tempo tivemos uma declaração de um dirigente da ANATEL (veja abaixo) que parece apontar para uma excelente direção de um trabalho social que pode ser feito com a tecnologia de banda larga sem fio. Veja esta excelente notícia para utilização do Wi-Fi na inclusão digital (que depois pode ser estendida para o WiMAX) publicada no Telecom Urgente da Plano Editorial na data de 19 de fevereiro de 2004:

O Wi-Fi vai baratear a universalização

O uso das freqüências não licenciadas do Wi-Fi, na opinião de um dirigente da Anatel, será uma das melhores alternativas para Universalização da banda larga no país. "As freqüências não licenciadas e que não pagam taxas ao Fistel são instrumentos importantes para o acesso de banda larga á internet" afirma o dirigente. Em sua avaliação não há riscos de haver interessados nas licitações do SCD, desde que os recursos do FUST (Fundo de Universalização das Telecomunicações) estejam assegurados. Ele entende, também, que esse serviço obrigará a ANATEL a ampliar o conceito de mobilidade restrita – permitida, atualmente, apenas para o WLL (Wireless Local Loop). No entender do conselheiro, o MMDS e qualquer outro serviço fixo sem fio devem ser contemplados. "A mobilidade restrita é intrínseca à comunicação sem fio" afirma.

Não esperemos mais então, governantes e políticos!

Banda larga

O número de assinantes de banda larga atingiu 1,1 milhão em 2003, de acordo com estudo do IDC Brasil, empresa que faz pesquisas na área de tecnologia da informação.

O crescimento é de 57% em relação ao ano passado, quando pesquisa semelhante do IDC mostrou que o Brasil tinha 698 mil assinantes de banda larga.

A taxa, no entanto, é inferior à expansão do período 2001/2002, que foi de 112%. Os assinantes de banda larga estão distribuídos entre diferentes tecnologias de acesso. O IDC avalia que, apesar do número crescente, características sociais, políticas e econômicas do Brasil acabaram limitando a quantidade de pessoas que puderam acessar a banda larga.

O IDC aconselha que alguns fatores precisam ser adaptados à realidade brasileira, como preço de acesso, custo de PCs e oferta de entretenimento. Outros pontos a serem trabalhados são também a oferta de conteúdo que justifique a necessidade de internet rápida e a rede de acesso limitado, que ainda deixa muitas regiões sem atendimento.

Como podemos ver o governo pode ajudar em várias frentes. Se não dá para fazer tudo de uma vez podemos pelo menos focar em algumas (ou quem sabe em apenas uma frente). Uma delas que achamos ser muito importante é o governo ajudar a inclusão social através de ações que reduzam o custo do acesso de banda larga através da utilização das tecnologias sem fio Wi-Fi e WiMAX.

O governo americano – e muitos outros no mundo – está fazendo o seu papel no incentivo à disseminação da banda larga, pois ele sabe o que isto significa em termos de diferenciação para o desenvolvimento do país e o acesso a diferentes espécies de conteúdos tão necessários a capacitação da massa populacional. Veja aqui um excelente relatório do Departamento de Comércio americano sobre banda larga: Understanding Broadband Demand – A Review of Critical Issues (Office of Technology Policy – U.S. Department of Commerce).

Veja os números da banda larga no mundo e conclua se existem desculpas para o Brasil não começar a agir. É apenas uma questão de atitude social. Seguem os números de penetração de banda larga em residências: Coréia do Sul: 51,7%, Hong kong: 26%, Canadá: 19,7%, Taiwan: 18,2%, Suécia: 10,4%, EUA: 10,4%, Holanda: 8,1%, Japão: 5,8%, Alemanha: 5,4% e França: 2,5%. A Coréia do Sul é a campeã em banda larga no mundo. Por que ela é a campeã e o Brasil – deste nosso tamanho – não chega nem a 2,5%, o número da França? Boa pergunta.

Vamos agora começar a descrever como as modernas tecnologias de banda larga sem fio do Wi-Fi e do WiMAX podem contribuir na inclusão digital do acesso e de serviços de valor adicionado para a comunidade.

Wi-Fi

O trabalho de construção de uma comunidade não se baseia apenas na construção de casas populares e saneamento – embora sejam importantes – mas também no suporte social promovido pelo Governo para auxiliar a comunidade a construir a vida dos seus membros.

Entre os elementos chaves deste suporte social temos:

(1) Auxiliar a família de trabalhadores na obtenção de melhores empregos e também no aumento de receita;

(2) Aumentar as oportunidades educacionais;

(3) Proporcionar serviços comunitários.

Um fato muito importante para o apoio à comunidade é a acessibilidade ao conhecimento. Essa facilidade está muito associada ao acesso a internet. Como então comunidades das classes D e E vão poder acessar o conhecimento e fazer jus a salários maiores se as famílias destas comunidades não podem pagar o acesso a internet e muito menos o acesso em banda larga que é um grande diferencial?

A tecnologia de Wi-Fi pode ajudar substancialmente na redução do custo do acesso a internet de banda larga, contribuindo fortemente para a inclusão digital. Para o propósito desta matéria vamos considerar que temos atualmente três padrões de Wi-Fi dos quais um com taxa de transmissão de 11 Mbps e dois outros com taxa de transmissão de 54 Mbps. A taxa de transmissão maior pode ser mais conveniente para alguns tipos de serviços comunitários (por. ex., multimídia para treinamento. Tem um outro dado muito importante: o alcance médio do Wi-Fi é de um raio de 150 metros! Um dos padrões já está regulamentado pela ANATEL (veja Resolução No 305 de 26 de Julho de 2002). O que é importante nos três padrões de Wi-Fi: são todos de freqüência não licenciadas.

A idéia principal da inclusão digital com Wi-Fi é permitir a chegada de um sinal de banda de larga [*] em um determinado ponto, e utilizar na última milha a tecnologia de Wi-Fi para transmitir este sinal para múltiplos pontos. A capacidade dessa multiplicação será em função da taxa de transmissão da banda larga, do padrão de Wi-Fi utilizado (se é de 11 ou de 54 Mbps) e do serviço/taxa de transmissão no terminal cliente. A tecnologia Wi-Fi é bem mais barata que a banda larga fixa, pois é não-licenciada e não precisa de cabeamento para sua instalação em virtude do meio de transmissão ser o ar. Essa solução pode ser utilizada em bairros, comunidades, favelas e complexos educacionais. A instalação dos pontos de acesso sem fio (antenas de Wi-Fi) pode ser feita em tetos, postes similarmente ao projeto de Wi-Fi de auto-estradas do governo britânico, em telefones públicos (conhecidos como orelhões) ou em outros pontos convenientes. Essa infra-estrutura pode ser utilizada para fornecimento dos seguintes serviços: acesso de alta velocidade a internet, treinamento simples, treinamento de realinhamento profissional, entretenimento, VoD (video on demand), vídeo conferência entre outros. Para informações do projeto do governo britânico veja Startup company corners the future: wireless lamp posts take over world! e Government Highways Project e para instalação de pontos de acesso sem fio em orelhões veja a matéria O que poderia ser o "amanhã" do Wi-Fi no Brasil desta coluna.

Existem alguém no mundo fazendo um trabalho social com Wi-Fi? Sim existem uns poucos, mas devem aparecer vários "empreendedores sociais" em curto prazo. Existem – por exemplo – dois projetos em Detroit tentando ofertar acesso em banda larga para comunidades pobres utilizando Wi-Fi. Quem bom, não? Veja os projetos: (1) Detroit Wireless Project e (2) Detroit CONNECTED.

Esses são dois grandes exemplos que podiam ser "abraçados" por municípios, cidades e estados brasileiros. Com seria bom para nosso povo estar incluído nesta "festa digital".

O Wi-Fi já está disponível? Sim o Wi-Fi já está disponível agora, e é barato.

Apenas a título informativo, no final de fevereiro de 2004, o prefeito da cidade de Detroit (Kwame Kilpatrick) resolveu colocar uma "nuvem" de Wi-Fi no centro da cidade com o objetivo de atrair negócios. Exemplo como este poderia ser seguido pelas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo.

[*] Serviços de banda larga (ADSL) das operadoras de telefonia fixa: a TELEMAR tem o Velox, a Telefônica tem Speedy e a Brasil Telecom tem o Br Turbo.

WiMAX

O WiMAX é uma tecnologia revolucionária de banda larga que está começando a chegar, e a partir do segundo semestre começa a aparecer com mais freqüência. Já temos alguns casos em operação no mundo a saber: (1) em 9 de fevereiro de 2004, a Aperto Networks surpreendeu o mercado mexicano anunciando uma oferta de serviço de internet de alta velocidade nas localidades de Puebla e Cidade do México para a Ultravisión, um grande operador MMDS no país. Veja Aperto Unwires Mexico do Weblog Dailywireless e (2) os EUA já têm sua primeira operação comercial com WiMAX inaugurada recentemente em 3 de fevereiro de 2004 na cidade de Portland, em Oregon, com tecnologia da VeriLAN. Veja First Commercial 802.16a Switched On do Weblog Dailywireless e Press Release da VeriLAN.

Por que WiMAX é importante? Muito simples, veja e conclua:

[a] Tecnologia de banda larga (BWA = Broadband Wireless Access);

[b] NLOS (Non Line of Sight): não precisa de linha de visada. Isso é fundamental para alcançar grandes distâncias e "subir morro e descer morro";

[c] Transmissão ponto-a-ponto e ponto-multiponto;

[d] Modulação OFDM;

[e] Alcance de 50 Kms. Isso mesmo: de 50 Kms!;

[f] Mais barata que a banda larga tradicional com fios (ADSL) dos sistemas: Velox, Speedy e Br Turbo das operadoras de telefonia fixa;

[g] É uma tecnologia padronizada. O WiMAX não é uma tecnologia proprietária como várias outras existentes atualmente. Você sabe o que isso significa? Certeza de interoperabilidade entre equipamentos de diferentes fabricantes e menor custo, pois tem maior escala. Last but not least!

Pergunta do leitor a fazer: As freqüências do WiMAX são licenciadas ou não licenciadas? No Wi-Fi são não licenciadas. O WiMAX pode ter dois tipos de bandas (licenciada ou não licenciada). Como essa tecnologia AINDA É MUITO NOVA EM TODO O MUNDO, não sabemos como a ANATEL vai proceder por aqui em terras brasileiras. Apostemos na regra do bom senso! A ANATEL tem dado essa prova até agora.

Para que esta tecnologia serve? Para várias aplicações pelas suas características técnicas. Por exemplo – entre várias outras aplicações – para levar acesso de internet de banda larga sem por nenhum cabo a uma comunidade carente distante 50Kms da estação de transmissão. Vai ser uma revolução. Pelo fato dela ser mais barata do que as tecnologias de banda larga (com fio e sem fio) atuais, ela vai permitir o aparecimento de outros players no negócio de telecomunicações que não as operadoras tradicionais (incumbents) de telefonia fixa e móvel. Parece que a nossa ANATEL já está se antecipando ao tema com o SCD (Serviço de Comunicação Digital). Veja em Anatel propõe novo serviço de inclusão digital.

Para conhecer muito mais sobre o WiMAX, veja os Tutoriais Simplesmente o máximo: WiMAX - Parte 1 e Parte 2 desta coluna.

O WiMAX vai ter um papel social gigantesco. Não é a toa que a Intel e a Nokia – grandes patrocinadoras desta tecnologia – estão focando as regiões da Rússia, China, Índia e América Latina como mercado alvo de curto prazo para esta tecnologia. Por quê? Veja só o caso da Rússia, e vai conseguir entender: o governo russo desregulamentou a infra-estrutura de telecomunicações agora em 1 de janeiro de 2004. A Rússia é considerada um paraíso dourado para o WiMAX em virtude da baixa penetração da telefonia (fixa e móvel) que é de 20%, e que não passa de 50% em Moscou. Compreendido?

O que o WiMAX vai permitir em termos de inclusão digital em curto prazo? Seguem apenas alguns exemplos:

[a] Possibilitar que comunidades distantes das áreas urbanas – e que não representam mercado alvo para as operadoras de telefonia convencionais – tenham serviços de voz, multimídia, televisão e acesso a internet de alta velocidade. Internet é cultura e pode ser uma real chance de aumentar os salários dos trabalhadores de renda mais baixa. Adicionalmente vários projetos sociais podem ser desenvolvidos com esta tecnologia de banda larga e de grande alcance;

[b] Possibilitar que as operadoras de telefonia fixa possam cumprir sua meta de telefonia pública sem despender grandes investimentos em cabeamento, ou em tecnologias alternativas e caras (por exemplo, de satélite ou WLL);

[c] Possibilitar que as Operadoras de Telefonia Fixa possam cumprir sua meta de Terminal de Acesso Público (TAP) sem dispender grandes investimentos em cabeamento ou tecnologias alternativas e caras (por exemplo, de satélite ou WLL). Veja Decreto No. 4.769, de 27 de junho de 2003. Veja também Referências do Google sobe o TAP.

E muitos outros virão!

Vamos ver agora alguns exemplos de utilização do WiMAX na inclusão digital que estão ocorrendo ao redor do mundo, a saber:

(1) A revista IEEE Spectrum tem um artigo maravilhoso (veja The Wireless Last Mile) sobre o WiMAX e como ele está ajudando a trazer conectividade de banda larga sem fio para as massas no "sertão" (hinterland) americano. O artigo dá um destaque para a Soma Networks que trabalha com tecnologia de banda larga sem fio proprietária (não é WiMAX), e mostra outras empresas que estão atuando em áreas rurais americanas;

(2) A conservadora British Telecom (BT) do Reino Unido já se manifestou. Eles querem WiMAX para fornecer serviços de banda larga para áreas rurais no seu país. Veja sobre a adesão da BT em BT tunes into 'radio broadband' da BBC News e BT ready for WiMax drive da Silicon.Com.

(3) Omar Malik mostra no seu weblog GigaOM um bom ensaio (veja Fixed Wireless resurgence) o retorno do Acesso Fixo sem Fio (FWA = Fixed Wireless Access) depois de "derrocadas" do passado no mercado americano de empresas como Teligent, Winstar e WorldCom (que faliu) com as tecnologias LMDS e MMDS;

(4) Ainda segundo Omar Malik várias pequenas cidades e comunidades rurais do município Franklin County no Estado do Maine, dos EUA estão planejando instalar sua própria infra-estrutura de banda larga baseada na tecnologia WiMAX (veja Maine towns plans to go all WiMAX). Muito dos esforços dessas pequenas comunidades é em função do trabalho que está sendo conduzido por uma organização chamada The Rural Broadband Initiative (RBI). Essa organização foi formada em janeiro de 2003 em resposta ao clamor da comunidade do município pela falta de opções de acesso de internet de banda larga. É isto aí. Está vendo como o povo pode também exigir seus direitos de inclusão digital? Veja mais sobre banda larga no Maine aqui na revista Wired: Bills Aim to Fill Broadband Gap;

O WiMAX já está disponível? Estão começando a aparecer os primeiros sistemas (México e EUA). A China está implantando e a Índia acabou de contratar. No segundo semestre de 2004 terá uma maior freqüência. É factível montar agora um piloto no Brasil? Acreditamos fortemente que sim pelo peso dos players envolvidos com essa tecnologia. O WiMAX é de 20 a 30% mais barato que a banda larga tradicional das operadoras de telefonia fixa (ver acima).

Dessa forma acreditamos que estamos contribuindo para ajudar o problema de inclusão digital em nosso país.

Para finalizar retornemos ao texto de Márcio Moreira Alves na coluna A Desiguladade Digital:

O Brasil é líder mundial no uso da TV na educação e, graças ao esforço e à teimosia do ex-secretário da Receita Federal, Everardo Maciel, é o recordista em declarações eletrônicas do Imposto de Renda.

É gente, concluímos que precisamos de mais "teimosos" como o Everardo Maciel para nos ajudar em um trabalho sério e eficiente de Inclusão digital neste nosso querido país.

O bom agora é que temos tecnologia sem fio DIFERENCIADA e DE BAIXO CUSTO.

Essas tecnologias podem trazer um paraíso de realizações a qualquer governante ou político que estiver disposto a trabalhar com elas. E como ninguém ainda utilizou-as no Brasil para um fim social, quem utilizar – em curto prazo – estará na dianteira.

Apostem nelas!!!

Notas complementares:

[a] IEEE (mais aqui sobre ele) é o Instituto dos Engenheiros Elétricos e Eletrônicos que hoje tem um papel fundamental na definição de padrões das modernas tecnologias sem fio (como Wi-Fi e WiMAX). Um padrão tem a sua importância, pois permite que equipamentos de diferentes fabricantes possam comunicar-se e também provoca a redução de custo dos equipamentos;

[b] Wi-Fi = Wireless Fidelity;

[c] Padrões de Wireless LAN (WLAN) ou Wi-Fi: (1) IEEE 802.11b = freqüência de 2,4 GHZ, taxa de transmissão de 11 Mbps, Modulação DSSS (Direct Sequence Spread Spectrum) e alcance médio de 150 metros; (2) IEEE 802.11a = freqüência de 5 GHZ, taxa de transmissão de 54 Mbps, Modulação OFDM e alcance médio de 120 metros; e (3) IEEE 802.11g = freqüência de 2,4 GHZ, taxa de transmissão de 54 Mbps, Modulação OFDM e alcance médio de 150 metros.

[d] WiMAX (padrão IEEE 802.16) = Air Interface for Fixed Broadband Wireless Access Systems. Quem são as "crianças" do WiMAX: o IEEE 802.16a (banda larga fixa) e o IEEE 802.16e (banda larga "portátil").



Eduardo Prado é consultor de Novos Negócios & Tecnologia. Engenheiro eletrônico formado pela UFRJ (1977) com mestrado em Automação e Controle de Processo na COPPE/UFRJ (1979). Participou da criação da primeira Clearing House privada brasileira privada de telecomunicações, a Cleartech em Campinas. É especializado em auxiliar as corporações em áreas estratégicas de Business Assessment, Estratégia em Wireless, Wireless em Geral, Wi-Fi (Wireless Fidelity), Wireless LAN, Broadband Wireless Access (4G "Proprietário" e WiMAX), WPAN (Wireless Personal Networks), Etiquetas Inteligentes RFIDs, VoIP e Estratégia de Negócios, Voice over WLAN (VoWLAN), Aplicações Corporativas Móveis e Segurança em Wi-Fi, como também ministra seminários e palestras nestes segmentos de negócios.
O autor mantém os seguintes weblogs pessoais: Smart Convergence e Novas Tecnologias - Novos Negócios, este na ComUnidade WirelessBRASIL.
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