
Conhecimento: quem vai querer?
• Ilan Goldman
A web já se mostrou canal para diferentes propósitos: comunicação, promoção e marketing, colaboração, difusão do conhecimento, relacionamento entre comunidades, jornalismo, comercialização, e até vaporware, ou seja, aquilo que não entendemos como pode dar certo e... não dá mesmo!
Entre os vários paradigmas que podemos enxergar na web um deles me chama muito a atenção: a utilização extensiva do conhecimento. Nunca a palavra conhecimento esteve tão em voga e tão exposta como na web. Não falo somente das ferramentas de busca que criaram uma janela para o mundo antes impensável, mas do conhecimento na sua forma mais pueril, ao alcance de qualquer um de nós, reles cidadãos.
Vejamos um caso simples. Suponha que queiramos comprar um bem qualquer, uma máquina de fotografar, por exemplo. No método tradicional nos dirigimos às casas especializadas no comércio e ficamos à mercê do balconista. Ele vai nos "orientar" - com todo o preparo que teve - sobre as vantagens e desvantagens de cada modelo em relação ao outro. Nada contra os voluntariosos atendentes, mas haja treinamento e aprendizado para tanto modelo. Isso sem falar que ficamos restritos aos modelos da loja. Bem, e na web? Acho que nem preciso discorrer sobre isso. Por mais que eu cite exemplos sempre haverá um amigo que vai indicar um site com informações precisas, minuciosas, comparativas, com imagens e com a riqueza de detalhes que sequer poderíamos imaginar ser possível. Isso sem falar que podemos enviar um e-mail para o fabricante (ou para um fotógrafo, especialista, entendido, consultor, curioso, quem mais?) para mais detalhes e dúvidas.
Nesse exemplo estamos falando da mesmíssima máquina de fotografar. Mas, afinal, estamos nos referindo a que estratégia? Respondo: à utilização do capital intelectual de sua empresa como multiplicador do valor do seu negócio. A questão central é demonstrar que, seja qual for o produto ou serviço que desejamos apresentar ao mercado, eles devem sempre ser envolvidos pelo máximo possível de conhecimento. Ele agrega valor a qualquer projeto de negócio, não é privilégio de nenhum mercado, muito pelo contrário. Mas lembre-se: o conhecimento é a parcela intangível do produto!
Entretanto esse não é um processo trivial. O conhecimento é exposto sob a forma de informação, mas é muito mais do que isto. A empresa com certeza detém muito conhecimento do que faz, mas é preciso saber organizá-lo, retê-lo, compartilhá-lo, segregar valor, apresentá-lo ao público alvo de forma que este seja capaz de absorver. É preciso descer ao nível de informação que seja apropriado para cada comunidade, do leigo ao técnico. Hoje já existem ferramentas para ajudá-lo nessa empreitada. Sirva-se.


• Ilan Goldman é presidente do conselho da Assespro RJ e CEO da Pix Software, empresa especializada em gestão do conhecimento e processos de informação não estruturada, produtora do Wintility.
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