
Mudanças necessárias
• Ricardo Ottati
Temos falado bastante sobre fotografia digital nesta coluna, uma tecnologia que veio para ficar.
E não vemos somente uma mudança no hábito do fotógrafo, na inclusão de novos adeptos à fotografia etc. Enxergamos realmente uma mudança no mercado mundial de fotografia, numa forma geral.
Para vocês terem uma idéia, semana passada a Kodak, gigante norte-americana na área da fotografia convencional (digamos assim), anunciou que vai dividir o valor dos dividendos que seriam pagos aos acionistas (US$1,80 por ação) para ajudar a financiar os investimentos da empresa na entrada nos mercados digitais, sem abandonar seu cash cow, a fotografia convencional.
Esse investimento é necessário. O plano é investir US$ 3 bilhões em desenvolvimento de novos produtos e até aquisições de empresas menores que tenham produtos compatíveis com esse planejamento, para entrar em mercados de fotografia não convencional, como a área de impressoras para consumidores finais (nós, enfim), câmeras digitais e equipamentos médicos (imagem etc).
Então, como parte desse esforço, o board da Kodak votou por um corte no pagamento do dividendo semestral. Seria de US$ 0,90 por ação, mas os acionistas somente receberão US$ 0,25 por ação.
É isso aí. A tentativa de mudança (ou acerto) de rota é fundamental para a sobrevivência!!!
Estive há dois fins de semana atrás, num shopping aqui do Rio. Eu sou meio avesso a ir a shoppings. Muita gente, lojas apertadas, preços caros, ofertas ridículas, e por aí vai.
Mas, posso adiantar que fiquei impressionado com uma nova loja (nova pelo menos para mim, que ainda não a tinha visto). A loja é a Fast Shop, do Barrashopping (mas que loja atraente!). Toda branca, com muito espaço, com equipamentos eletrônicos dos mais variados, com razoáveis, e até boas, ofertas de preços.
O que vi lá? Notebooks, compatíveis com IBM e os Apple de 12 polegadas de tela, um prazer para os viajantes. Máquinas fotográficas digitais, em diversos modelos, resoluções, marcas etc. Monitores LCD (aqueles finos) que tanto servem para computadores como para receptores de TV. Palms, PC's, Mac's, televisores dos mais diversos tamanhos.
Realmente, fiquei impressionado. Mais ainda, com o conhecimento dos atendentes. Normalmente, as lojas não atentam muito para esse detalhe (é só irmos a Casa & Vídeo, Casas Bahia ou Ponto Frio, que vemos o despreparo dos atendentes com relação às filigranas de cada equipamento). Mas lá não. Perguntei coisas bem técnicas que me foram respondidas rápida e corretamente. Se por acaso o atendente não sabia a resposta, ele ia buscá-la prontamente com outro atendente. Coisa de primeiro mundo.
Em resumo, vou voltar lá!


• Ricardo Ottati sempre trabalhou na área de estratégia de mercado, na IBM (25 anos), na MetroRED (1 ano) e como consultor autônomo (2 anos). Formado em Direito pela UERJ, tem MBA em Marketing - Knowledge Management, pelo COPPE - UFRJ, tendo ainda participado de vários cursos, palestras e seminários, em sua área, no exterior.
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